Meu objetivo neste post é falar sobre como a inteligência emocional pode ser aplicada nos seus relacionamentos e como você pode se beneficiar na prática com a sútil arte de realizar a crítica da maneira correta.
É fato que muitas das “picuinhas” nos relacionamentos brotam mais da ansiedade, da angústia, da raiva, da vingança do que da necessidade, entretanto, a capacidade que nós temos de fazer uma crítica ao nosso parceiro (a) pode deixar pior aquilo que já não estava tão bom.
O conceito de inteligência socioemocional é vendido aos montes por aí, em livros, palestras e cursos que prometem te oferecer as bases teóricas para o domínio das emoções, mas afinal, como podemos aplicar este conceito em nossa vida para que possamos colher os seus frutos?
Antes de mais nada vale ressaltar que a pressa em agir comunica uma falta de interioridade e concentração, de modo que isso irá se transformar em fraqueza. Expressar as emoções deve ser uma atividade refreada para que a sabedoria possa ser alcançada, como já dizia o bom e velho Aristóteles.
A mente emocional é muito mais rápida que a mente racional, agindo sem parar para pensar. No curso da evolução humana essa decisão foi fundamental para a nossa sobrevivência nos ajudando a identificar o que merecia nossa atenção e o que não. Dessa forma, a mente emocional opera dentro de uma lógica associativa, ou seja, elementos que simbolizam uma realidade ou de alguma forma lembrem, são para ela a própria realidade. Ex: um arbusto em movimento para o homem primitivo ou uma foto do (a) ex nos dias de hoje.
Um dos maiores medidores de sucesso em nossas relações é a capacidade que temos de aplicar a inteligência emocional seja no casamento ou no trabalho, saber realizar uma queixa ou uma crítica de forma empática faz toda a diferença e agora eu vou lhe ensinar quatro dicas de como aprimorar essa habilidade.
1. SEJA ESPECÍFICO – Pegue um incidente que precisa ser resolvido. Concentre-se nos detalhes. Diga o que a pessoa fez bem e o que fez de mal, oferecendo a oportunidade de mudar. SEJA DIRETO!
2. OFEREÇA UMA SOLUÇÃO – A crítica como todo feedback útil deve ser acompanhada de uma sugestão para resolver o problema.
3. FAÇA A CRÍTICA PESSOALMENTE – As críticas como os elogios são mais efetivos cara a cara e em particular.
4. SEJA SENSÍVEL – Esteja sintonizado com o impacto que a sua crítica irá causar no outro.
Com base nestes quatro pontos é possível que você pare de piorar aquilo que já está ruim com algum comentário que desconsidere os pontos acima, mas que mesmo assim você acredita ter a melhor das intenções.
A capacidade de absorver bem a crítica está intimamente relacionada ao desenvolvimento e amadurecimento, portanto, não perca tempo e comece por incrementar essas ferramentas em seu repertório, você só tem a ganhar!
Pablo Barros
Psicólogo - CRP 06/190777